quinta-feira, 22 de junho de 2017

Serpente-verde-da-Malásia (Ahaetulla mycterizans)

foto: Mel

Serpente-verde-da-Malásia (Ahaetulla mycterizans)

foto: Mel
Esta espécie é da família Colubridae e é um tipo de cobra-chicote, chamada assim por causa do seu aspeto delgado e fino. São em geral de um verde vivo com olhos grandes de íris amarela. São espécies diurnas e alimentam-se de lagartos e sapos que captura no chão ou nas árvores. A sua cor é uma camuflagem perfeita por entre a folhagem como se vê nas fotos. Pode crescer até um metro de comprimento. Outros nomes: Malasian green Whipsnake; Malasian Big-eyes green Whipsnake (GB). 

Répteis II (Lagartos e lagartixas)

foto: Isabel Cunha Soares
Lagartixa-dos-muros (Podarcis muralis)
Esta espécie pertence à família Lacertidae e encontra-se distribuída por toda a Europa Central.
Gosta de zonas rochosas onde caça, vive e põe os seus ovos. Hiberna durante o Inverno e alimenta-se de insetos que consegue, saltando, capturar no ar. Quando ameaçada consegue libertar confundindo o predador. A cauda volta a crescer. Pode crescer até 20 centímetros de comprimento sendo a cauda duas vezes o tamanho do corpo. Outros nomes: Common Wall Lizard (GB); Lagartija Roquera (E); Lézard des Murailles (F).


foto: Millers


Lagartixa-Ibérica (Podarcis hispanicus)
Esta espécie é da família Lacertidae e como o nome indica é originária da Península Ibérica mas pode ser encontrada também no Noroeste Africano. Mede até 21 centímetros sendo a cauda duas vezes o tamanho do corpo. Tal como os outros lagartos, quando ameaçada, consegue soltar a cauda que volta a crescer novamente. Outros nomes: Iberian Lizard (GB); Lagartija Ibérica (E).




foto: Isabel Cunha Soares
Lagarto-verde-ocidental (Lacerta bilineata)

Esta espécie pertence à família Lacertidae e como o nome especifico em latim indica tem duas linhas nos flancos que perde ao atingir a maturidade (aproximadamente ao fim dos dois anos). Pode ser encontrado em França, Itália e Balcãs. O tamanho do corpo pode atingir os 13 centímetros e a cauda duas vezes este valor. O corpo é verde e quando é juvenil tem riscas claras nos flancos (como na foto). Tem dimorfismo sexual pois o macho apresenta a cabeça azul. Alimentam-se de invertebrados. A perda de habitat é um dos seus piores "inimigos". Outros nomes: Western Green Lizard (GB); Lagarto Verde Occidental (E).



Foto: Isabel Cunha Soares
Lagartixa-do-mato-comum (Psammodromus algirus)
Esta espécie é da família Lacertidae. Pode atingir 30 cm de comprimento (cabeça à cauda). No dorso e flancos apresenta uma coloração acastanhada com duas linhas laterais amareladas ou esbranquiçadas (como se vê na foto). Possui coloração alaranjada na zona das patas posteriores e junto à cauda. O ventre é esbranquiçado ou bege. É uma espécie com dimorfismo sexual especialmente na altura da reprodução (de Abril a Junho) quando o macho apresenta uma coloração alaranjada/avermelhada na zona da garganta e são em geral de maior tamanho.  As fêmeas podem fazer duas a três posturas com cerca de uma dúzia de ovos cada. O tempo de incubação é de três meses
Encontra-se activa durante toda a primavera alimentando-se de invertebrados como aranhas, escaravelhos, gafanhotos, grilos e afins. Os seus principais predadores são as cobras como a cobra-rateira, cobra-de-ferradura ou víbora cornuda, aves como o peneireiro ou águia-cobreira, mamíferos como a gineta ou raposa e ainda o sardão, o maior lagarto de Portugal.
Como técnica de defesa, esta lagartixa consegue libertar voluntariamente a sua cauda ou trepar em caso de fuga. Vivem de cinco a sete anos de vida.
Outros nomes: Large Psammodromus (GB); Psammodrome algire (F); Algerijnse zandloper (H)

foto: Rob Thomas
Licranço (Anguis fragilis)
Esta espécie de réptil é da família Anguidae e pode ser encontrado na Europa, África e Ásia. A sua aparência física e o facto de não ter patas pode induzir-nos em erro aquando da sua identificação mas este réptil é de facto um lagarto e não uma cobra. Quando cresce em vez de soltar toda a pele de uma vez, como as cobras fazem, vai soltando bocados. Também e tal como outros lagartos quando ameaçada ela consegue libertar-se da cauda criando a confusão necessária para escapar. A cauda cresce de novo. São animais diurnos e tal como outros répteis gosta de se aquecer ao sol (heterotérmico). Alimentam-se de invertebrados podendo ser muito úteis em jardins no controlo de pragas. Não há registo desta espécie no Algarve. Outros nomes: Licanço, Fura-mato, Luzidio, Cobra-de-vidro (P); Slow Worm, Blindworm (GB); Lución, Culebrilla de Cristal (E); Orvet fragile,  Orvet commun (F). 



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Anfíbios- Anuros II

Sapo-de-barriga-amarela (Bombina variegata)
foto: David Blanes
Esta espécie é um anuro que pertence à família Bombinatoridae e ao género Bombina comummente denominados sapos-de-barriga-de-fogo. Estas encontram-se distribuídas por toda Europa Central (foto tirada na Polónia) em regiões montanhosas. 
foto: David Blanes
A sua identificação é relativamente fácil, as pupilas são em forma de coração, a coloração da região dorsal é acinzentada com manchas mais claras (ver foto na esquerda), a região ventral tem manchas amareladas com manchas azuis escuras (ver foto da direita) e o focinho é arredondado.

>Outros nomes: yellow-bellied toad (GB); Sapillo de vientre Amarillo (E); Sonneur à ventre jaune, Crapaud sonneur à ventre jaune, Sonneur à pieds épais (F).


foto: Mel Ong
Rã- asiática- pintada (Kaloula pulchra)
Esta espécie é um anuro da família Microhylidae e encontra-se no Sul da Ásia. São arredondados, com boca afunilada, com dorso castanho- escuro com manchas bem peculiares (como se vê na foto) que podem ser cremes ou até cor-de-salmão e ventre creme. Têm dimorfismo sexual, os machos têm a garganta escura e as fêmeas em geral são maiores. São devoradores de insetos podendo consumir dezenas numa noite apenas e gostam de viver no chão das florestas tropicais. Quando são ameaçados conseguem aumentar o seu tamanho e segregam uma toxina que libertam para se defenderem. Em situações de grande secura enterram-se no chão até haver água. Outros nomes: Chubby frog, Asian painted frog, Rice frog, Bubble frog (GB); Grenouille peinte de Malaisie (F).


foto: Rob Thomas
Rã-vermelha (Rana temporaria)
Esta espécie é um anuro (anfíbios sem cauda) da família Ranidae. Encontra-se distribuída pela Europa com exceção da Península Ibérica e Sul da Itália. Gosta de zonas húmidas mas apenas visita locais com água durante a época reprodutiva. Apresenta três fases distintas durante a metamorfose. Pode ser confundido com o sapo-comum mas as diferenças entre os sapos e rãs são suficientes para não os confundir. Os sapos apresentam a pela mais seca e com verrugas ou nódulos. Os sapos deslocam-se arrastando-se não pulam como as rãs. Esta espécie é solitária, estando ativa também de noite e hibernando nos meses mais frios. Enquanto são girinos podem alimentar-se de vegetais, detritos e pequenos invertebrados e em adultos tornam-se completamente carnívoros, capturando as suas presas com as suas línguas compridas e pegajosas. O seu grande inimigo é a perda de habitat. Outros nomes: European Common Frog, European common brown Frog, European grass Frog (GB); Rana Bermeja (E); Grenouille rousse (F).